Discurso do Método, de René Descartes

A busca pela verdade inquietou, e certamente inquietará, inúmeras gerações. São imensuráveis os esforços realizados para a obtenção do conhecimento que possuímos hoje, assim como as hipóteses e métodos formulados pelas grandes mentes que contribuíram para tal.

Retrato de René Descartes, por Frans Hals, 1648.

Retrato de René Descartes, por Frans Hals, 1648. Retirado de: http://en.wikipedia.org/wiki/File:Frans_Hals_-_Portret_van_Ren%C3%A9_Descartes.jpg

Uma dessas pessoas notáveis documentou o método utilizado para alcançar as descobertas que marcaram seu nome em diversas áreas do conhecimento humano. Seu nome era René Descartes (1596-1650), e a obra em que ele descreveu sua forma de obter a verdade é intitulada Discurso do Método (1637). Esse sucinto livro é dividido em seis partes:

Na primeira, são explicadas as motivações para a criação do método e a visão do autor sobre assuntos como a leitura, a eloquência, a poesia, a matemática, a teologia, a filosofia e as demais ciências. Destaco aqui duas passagens que me chamaram a atenção: a primeira por mostrar uma visão interessante a respeito da leitura e a segunda por sua importância no método posteriormente explicado.

“(…) a leitura de todos os bons livros é semelhante a uma conversação com as pessoas mais qualificadas dos séculos passados, que foram seus autores, e até uma conversação premeditada, na qual eles nos revela somenta seus melhores pensamentos” (p.18)

“Eu me comprazia, sobretudo, com a matemática, por causa da certeza e da evidência de suas razões, mas ainda não percebia sua verdadeira aplicação e, pensando que só servia para as artes mecânicas, espantava-me de que, sendo seus fundamentos tão firmes e sólidos, não se houvesse construído sobre eles nada que fosse mais relevante.” (p.19)

Na segunda parte, o autor menciona que sua forma de pensar exige uma reconstrução dos conceitos absorvidos até então, o que seria impraticável para o que são, para Descartes, as duas espécies de espíritos: os que, “julgando-se mais hábeis do que realmente são, não podem impedir a si mesmos de precipitar seus juízos, nem ter suficiente paciência para conduzir ordenadamente todos os seus pensamentos” e os que, “tendo bastante razão ou modéstia, para julgar-se menos capazes de distinguir o verdadeiro do falso do que alguns outros, pelos quais podem ser instruídos, devem antes contentar-se em seguir as opiniões desses outros do que procurar por si próprios outras melhores” (pp.26-27). No seu caso, ao entrar em contato com diversos pontos de vista sobre os mesmos assuntos e observar que o hábito e os costumes influenciam as opiniões de um povo muito mais do que um conhecimento correto, o autor decidiu tentar conduzir por si próprio a busca pela verdade. Dessa necessidade, surge, com influência da lógica e da matemática, o método que guiou seu pensamento. Segue a transcrição do trecho em que ele explica os quatro preceitos de seu método:

“O primeiro era o de nunca aceitar alguma coisa como verdadeira que eu não conhecesse evidentemente como tal, ou seja, de evitar cuidadosamente a precipitação e a prevenção e de nada mais incluir em meus juízos que não se apresentasse tão clara e distintamente a meu espírito, que eu não tivesse motivo algum para duvidar dele.

O segundo, o de dividir cada uma das dificuldades que eu analisasse em tantas parcelas quantas fossem possíveis e necessárias, a fim de melhor resolvê-las.

O terceiro, o de conduzir por ordem meus pensamentos, começando pelos objetos mais simples e mais fáceis de conhecer, para elevar-me, pouco a pouco, como que por degraus, até o conhecimento dos mais compostos e presumindo até mesmo uma ordem entre aqueles que não se precedem naturalmente uns aos outros.

E o último, o de elaborar em toda parte enumerações tão completas e revisões tão gerais, que eu tivesse a certeza de nada omitir.” (p.29)

Na terceira parte, Descartes explica a sua moral provisória, que o guiou enquanto a verdadeira estava em construção. Essa moral tinha como fundamentos as seguintes máximas:

  1. Obedecer às leis e costumes do país em que residia, tendo opiniões moderadas sobre todos os assuntos ainda não estudados;
  2. Ser firme e decidido nas ações, seguindo sempre as opiniões mais prováveis e tomando-as como certas e verdadeiras;
  3. Buscar sempre alterar a própria opinião antes da do restante das pessoas, de forma que seja possível se contentar com as situações que lhe são impostas.

A quarta parte contém as primeiras descobertas que Descartes realizou com seu método, no campo da metafísica. É nela que surge a célebre frase “penso, logo existo”. Com essa frase, o filósofo define que é possível fingir a inexistência de um corpo ou um mundo físico, mas que o pensamento por si só pressupõe uma existência. Dessa forma, ele separa o eu-físico, o corpo, do eu-pensante, a alma.

É também nessa parte que ele defende a existência de Deus, ao afirmar que, “ciente de que conhecia algumas perfeições que eu não tinha, não era o único ser que existia (…), mas que devia necessariamente haver algum outro mais perfeito, do qual eu dependesse e de quem tivesse recebido tudo o que possuía. De fato se eu fosse sozinho e independente de qualquer outro, de modo que tivesse recebido, de mim próprio, todo esse pouco pelo qual participava do Ser perfeito, poderia receber de mim, pelo mesmo motivo, todo o restante que sabia faltar-me e ser assim eu próprio infinito, eterno, imutável, onisciente, todo-poderoso e, enfim, ter todas as perfeições que podia perceber existirem em Deus.”(pp.43-44)

A partir disso, Descartes afirma que todo o conhecimento verdadeiro é proveniente do Ser perfeito, isto é, Deus, enquanto o conhecimento falso, tendo sido também proveniente de Deus, sempre apresenta um fundo de verdade, mesmo que distorcido por nossas percepções. Dessa forma, ele reforça que, para alcançarmos a verdade, não podemos nos deixar levar por nossas percepções sem que julguemos nossas ideias através da razão.

Na quinta parte, o filósofo menciona algumas de suas outras descobertas, documentadas em um livro que ele decidiu deixar de publicar ao descobrir que uma outra pessoa havia sido punida por publicar suas ideias. Dentre as descobertas, ele apresenta com maior nível de detalhe o funcionamento do coração e do corpo humano e defende a ideia de que os animais diferem da humanidade ao não possuem razão.

A última parte contém justificativas para a não publicação da obra em que ele descreve suas descobertas e observações de Descartes quanto aos passos necessários para que a busca pelo conhecimento continue avançando. Os pontos principais que ele menciona quanto a isso são que não devemos nos contentar em apenas entender e repetir o que os grandes filósofos e intelectuais escreveram; e que a busca pela verdade deve ser individual, de forma que o máximo que podem fazer para ajudar uma pessoa com suas descobertas é deixarem-na em paz.

Esse é, em resumo, o que Descartes tentou transmitir em seu Discurso do Método. Isso, é claro, é um resumo do que considerei mais relevante nessa obra, para poder servir mais como uma referência futura para mim mesmo e talvez despertar um pouco de interesse nos corajosos e/ou desocupados que leram este post até aqui. Digo isso para que meu esforço não seja em vão, já que o filósofo, em sua obra, disse se sentir “à vontade em pedir aqui às futuras gerações que jamais acreditem nas coisas que lhes forem apresentadas omo provindas de mim, se eu mesmo não as tiver divulgado”.

Obs: Li a 2ª edição publicada pela editora Escala, com tradução de Ciro Mioranza.

O gato preto – Conto inspirado em Edgar Allan Poe e Machado de Assis

Estava ali, sentado em minha cama, olhando pela janela, quando um gato preto apareceu. Trocamos olhares durante alguns minutos, até que, num piscar de olhos, ele sumiu.

O repentino desaparecimento do gato me lembrou do falecimento de minha esposa. Ela, assim como o gato, se foi repentinamente, sem que ninguém entendesse o motivo. Lágrimas secas ainda cobriam meu rosto quando voltei a me afogar em pensamentos. Por quê? por que uma pessoa tão pura, tão boa, teve que nos deixar sem nenhuma explicação? O que poderia ter ocorrido? O que faço da minha vida agora?

O devaneio ia muito bem, mas, ao notar o sol já ardendo através da janela entreaberta, me dei conta de que precisava me mexer. Em gestos maquinais, me arrumei, entrei no carro e fui ao cemitério. Não, não pense o leitor que decidi faltar ao trabalho para ir ao enterro de minha mulher. Nunca faltaria ao trabalho por algo tão banal! O que é a perda de um ente querido comparada com a de meu emprego? Além disso, certamente meus colegas estariam nesse momento criticando meu atraso.

Como ia dizendo, fui ao cemitério, passei pelos corredores da administração, onde recebi condolências de meus colegas sorridentes, e, como em todos os outros dias, me acomodei em minha salinha e aguardei a visita de pessoas entristecidas e comovidas com a morte de amigos e parentes.

A comoção, devo dizer, é muito rentável no meu negócio. É devido a ela que meus clientes gastam o dinheiro que muitas vezes não possuem para prestar um último tributo àqueles que amavam. Não sei se lhe importa, mas nesse dia lucrei muito. Havia falecido um pobre diabo, e sua família, tão pobre quanto o cadáver, esforçou-se para lhe dar um funeral decente. Afinal, eles se ajudavam ao máximo em vida e assim também agiam diante da morte. Morrera também um ricaço, mas, ao contrário do que o senhor leitor deve estar imaginando, não lucrei tanto com a morte dele. Seus parentes estavam mais preocupados em economizar para dar uma festa celebrando a herança recebida e gastar em cuecas de mil dólares e roupas de fios de ouro com diamantes para seus cachorros.

Findo meu expediente, passei no cemitério em que estava minha esposa e chorei como nunca havia chorado antes. Retornei para minha casa, jantei e me preparei para dormir. Antes de apagar as luzes, sentei-me em minha cama e olhei pela janela. Ali estava o gato preto, com seu olhar amarelo e brilhante. Nos encaramos novamente e ele sumiu, rindo-se, zombando de mim.

Todos os dias isso voltava a acontecer: acordava, ia ao trabalho, lamentava minha perda, voltava, via o gato e dormia.

Um dia não suportei mais a zombaria do gato. Naquele momento, o bicho não estava mais só na janela, mas via-me acordar, fazia as refeições comigo, via-me chorar na frente do túmulo e ria sem parar, com aquele riso soprado, zombador.

Nesse dia, peguei uma arma e atirei nele. O infeliz desviou e tornei a atirar, até acertá-lo. Uma hora consegui e matei o infeliz. Atirei em minha própria cabeça.

Escrevi esse pequeno conto no começo de 2006, para a disciplina de literatura do meu colégio. A intenção era escrever um conto sobre a estranheza, inspirado em Edgar Allan Poe. Tentei utilizar alguns elementos do conto “O Coração Denunciador” (The Tell-Tale Heart), como o narrador em primeira pessoa, a loucura e o final inesperado. Por pura ignorância e acaso, acabei usando o título de um outro conto de Poe, que acabei de ler, em busca de alguma semelhança com o meu.

Outro ponto importante na construção desse conto foi o fato de que, na época, eu havia acabado de descobrir Machado de Assis e estava absolutamente obcecado pela sua escrita (em especial por “Memórias Póstumas de Brás Cubas”). Daí vieram as pequenas digressões, os comentários irônicos e misantropos e as pontuações metalinguísticas.

Essa versão que estou postando aqui está levemente alterada em relação à original. Deixei a escrita um pouco mais direta e escrevi com calma, revisando alguns pontos confusos. Na época, escrevi esse conto às pressas, à lápis, e deixei algumas inconsistências na narrativa (o que, felizmente, em nada afetou a minha avaliação). Espero que tenha conseguido polir o texto a um nível aceitável aqui.

O Retrato de Dorian Gray (The Picture of Dorian Gray)

Aproveitando minha volta e meu ímpeto de escrever, começo aqui a redigir sobre os últimos livros que li, antes que mais uma vez volte a esquecer dos detalhes.

Esse, inclusive, é um dos muitos livros que eu já tinha lido, mas precisei reler para poder relembrar. Não só relembrar, mas também entender melhor sua proposta, já que na minha primeira leitura (que fiz enquanto ainda estava na adolescência) não extraí grande significado dele. Felizmente, também não fui muito influenciado pelas ideias apresentadas (porém não defendidas) nele.

Cortando os comentários pessoais pouco importantes, vamos ao que interessa:

O Retrato de Dorian Gray (1980) é o único romance de Oscar Wilde, que conta a história de um jovem, de nome epônimo ao livro, que mantém sua forma jovem e bela, enquanto um retrato seu recebe em seu lugar as marcas correspondentes às suas ações e ao tempo.

O retrato, pintado por Basil Hallward, assume essa propriedade quando o jovem Dorian lamenta-se da injustiça que é o fato dele envelhecer e perder a beleza enquanto a pintura retém a perfeição de seus traços. O protagonista apenas nota que sua lamúria surtiu efeito quando, após humilhar e rejeitar uma atriz amadora com quem se relacionara, de nome Sibyl Vane, percebe que seu retrato assumiu uma expressão cruel.

A partir de então, Dorian esconde o retrato e passa a viver uma vida hedônica, influenciado por Lorde Henry Wotton, amigo do pintor Basil, que mostra ao jovem as suas “opiniões perigosas”, que o levam aos vícios que gradualmente vão transformando a pintura no retrato de um homem horrível e degenerado.

O desenrolar do romance contém cenas de exaltação da beleza e da arte, suicídio, assassinato, vida na alta sociedade inglesa do século XIX, chantagem, vingança e vícios.

Uma das ideias marcantes do livro é a valorização da beleza e estética, que se dá na figura de Dorian, uma pessoa narcisista, cuja beleza também é elogiada e ressaltada pelas outras personagens do livro, inclusive as masculinas. Esse ponto que revela uma característica pessoal do autor, que era homossexual e cujo caso com um outro homem acabou causando uma condenação de dois anos a trabalho forçado (a homossexualidade era considerada crime naquela  época) e o consequente enfraquecimento de sua saúde, que o levou a morte aos 46 anos de idade.

O personagem de Lorde Henry representa os malefícios que as influências podem causar no caráter de outras pessoas. Inicialmente, Dorian era uma pessoa pura, mas Lorde Henry foi capaz de deturpar os pensamentos do jovem, o transformando na figura horrível apresentada no final do livro.

Outro ponto de destaque é a filosofia hedonista passada de Lorde Henry a Dorian. O Hedonismo é uma escola de pensamento que defende que o homem deve sempre buscar maximizar seu prazer e sofrer o mínimo possível de dor. As ações de Dorian refletem essa forma de pensamento, tendo em vista que elas são motivadas pela busca pelo prazer e pela redução dos aspectos que causam dor ou desconforto, independentemente de suas consequências ou efeito às outras pessoas.

Considerando o desfecho da narrativa, acredito que os pensamentos apresentados ao longo do livro não são defendidos, mas sim representados como destrutivos, apesar do prefácio do livro sugerir que a arte em geral não defende opiniões (“The moral life of man forms part of the subject-matter of the artist, but the morality of art consists in the perfect use of an imperfect medium. No artist desires to prove anything. Even things that are true can be proved”).

Falando nisso, o prefácio do livro expõe uma série de aforismos de Wilde a respeito da arte. Um dos meus favoritos, justamente por fazer referência a uma observação que coloquei aqui no início deste post é: “It is the spectator, and not life, that art really mirrors”.

A música como fonte da juventude

Antes do post propriamente dito, um esclarecimento: Depois de três parágrafos introdutórios abortados, me contento em resumir neste que estou insatisfeito por ter deixado de escrever por mais de um ano e que voltarei a tentar registrar alguns pensamentos aqui, para gerar algo que possa preencher os momentos nostálgicos do futuro.

O ano que se passou ficará marcado na minha memória como o período em que voltei a garimpar por sons diferentes. Comecei a buscar por novidade e vigor para carregar minhas baterias através das entradas auriculares.

Um símbolo de juventude em idade avançada: Chuck Berry! Imagem retirada de: http://en.wikipedia.org/wiki/File:Chuck-berry-2007-07-18.jpg

Essa resolução surgiu quando comecei a me dar conta de que sempre ouvia as mesmas coisas e que, a não ser que eu quisesse acelerar meu envelhecimento, precisava renovar meu gosto pela música. Acelerar o envelhecimento? Isso mesmo. De uns tempos para cá, comecei a notar como as pessoas, conforme vão ganhando experiência (quando se tem 23 anos e uma visão Peter Pan quanto à juventude, todo eufemismo para “envelhecer” é válido), vão deixando de descobrir músicas novas. Esse provavelmente é um dos motivos pelos quais suas tias solteiras adoram dançar Bee Gees e As Frenéticas, mas ficam com uma tremenda Poker Face quando toca Lady Gaga.

“Representação artística de sua tia solteira ouvindo Lady Gaga” Por: a Internet

Uma outra reflexão que podemos tirar da sua tia solteira, porém em outro sentido, vem do fato de que a música é capaz de nos trazer de volta à juventude. Canções que ouvíamos muito em determinadas épocas de nossa vida trazem esses tempos de volta às nossas mentes quando escutadas atualmente. Cabe aqui, porém, um alerta: para preservarmos a música como uma das maneiras de nos fazer rejuvenescer temporariamente, temos que evitar ouvir demais as canções que remetem ao passado, caso contrário, elas passarão a relembrar também os momentos nostálgicos. Digo por experiência própria.

Para aliviar um pouco a vermelhidão das orelhas de sua tia solteira, ilustrarei essa ideia com um vídeo de um senhor que é reanimado ao ouvir algumas músicas de seu tempo:

Para não me prologar e para evitar extenuá-lo, não vou ressaltar os benefícios terapêuticos da música, tampouco afirmar que ouvir música pop atual evita o surgimento de rugas ou de dores nas juntas, mas apenas sugerir que ela pode ajudar a manter nossas mentes jovens. Não no sentido de imaturidade, prepotência ou inexperiência, mas sim no inconformismo, dinamismo e entusiasmo (sim, concordo plenamente com você, Hermione Hoby).

Em suma, se você quer se manter jovem, minha dica é: coloque seus fones de ouvido e aproveite a música.

Aproveitando o assunto, compartilho os resultados de minha busca pela juventude, e também candidatas a  músicas que vão me fazer lembrar de 2011/2012 :

  • God Help the Girl: Um projeto paralelo do Stuart Murdoch, líder do Belle & Sebastian, que basicamente soa como uma combinação do som do B&S com o das girl bands dos anos 50 e 60. Destaque para o excelente vocal de Catherine Ireton, a principal vocalista do grupo. Algumas das minhas canções favoritas: God Help The Girl, I’ll Have to Dance With Cassie e Act of the Apostle.
  • Regina Spektor: O som dessa cantora/pianista, que já tem mais de 10 anos de carreira, é bem interessante e passa por diversos estilos e climas. Algumas das músicas dela que mais gosto são: Après Moi, Samson, Us, Fidelity e Lady. Seu novo disco, What We Saw from the Cheap Seats, contém algumas boas músicas, como os singles All the Rowboats e Don’t Leave Me (Ne Me Quitte Pas) (esse último é uma nova versão de uma canção de seu disco de estréia, Songs, de dez anos atrás).
  • Fiona Apple: Ouvi bastante o ótimo disco The Idler Wheel Is Wiser Than the Driver of the Screw and Whipping Cords Will Serve You More Than Ropes Will Ever Do. A instrumentação pouco convencional e os arranjos minimalistas, combinados com as belas melodias e com a interpretação da cantora, fazem desse álbum um dos meus favoritos do ano. Destaques: Every Single Night, Anything We Want.
  • Jack White: O Blunderbuss me surpreendeu positivamente e foi o ponto alto do meu gosto por rock nesse último período. Aí está um fortíssimo candidato ao título de melhor disco de classic rock de 2012! Algumas músicas: Freedom at 21, Sixteen Saltines, Trash Tongue Talker.
  • Sleigh Bells: A combinação de batidas eletrônicas pesadas, guitarras distorcidas e vocal feminino, apesar de soar um pouco exagerada, foi um dos sons novos que mais me interessou. As faixas que me chamaram a atenção foram Demons e Crush.
  • St. Vincent: Descobri por acaso a música Cruel e, após ouví-la repetidamente por algum tempo, logo procurei mais canções dessa cantora/guitarrista. O catálogo dela é de difícil digestão, mas contém algumas pérolas, como The Strangers, Marrow, Chloe in the Afternoon e a já citada Cruel.
  • David Byrne & St. Vincent: É difícil imaginar o que pode resultar da junção do líder do Talking Heads com Annie Clark (aka St. Vincent), mas por enquanto só tenho a dizer que Who é uma das minhas músicas favoritas no momento e que aguardo ansiosamente o disco dessa dupla.
  • Japandroids: Uma dupla que faz um rock direto e energético, com uma paixão que não escuto há um bom tempo. Gostei bastante do primeiro single de Celebration Rock, The House That Heaven Built.
  • Kimbra: Cantora que ganhou maior notoriedade devido à sua participação no hit Somebody That I Used to Know, de Gotye. Seu disco de estréia, Vows, contém algumas músicas interessantes, dentre as quais a que mais me chamou a atenção foi Cameo Lover.

E essas são algumas das minhas últimas descobertas musicais. Espero encontrar outros sons interessantes em breve, para poder registrar aqui!